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Valadares Filho destaca alto índice de desemprego em Sergipe

09.05.2018

O alto índice de desemprego no Brasil e, em especial em Sergipe, foi o assunto que levou o deputado Valadares Filho (PSB-SE) à tribuna da Câmara, nesta semana.

O deputado destacou que, em Sergipe como um todo, a taxa de desemprego fechou o ano de 2017 em 13,4%; mas em Aracaju, no segundo trimestre de 2017, a taxa foi de 16,0%. “Isto é, taxa bem superior à nacional”, destacou o parlamentar.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), no primeiro trimestre de 2018, o desemprego no Brasil atingiu o patamar de 13,1%, com o triste registro de 13,7 milhões de desempregados. Nestes três primeiros meses do ano, houve redução de mais de um milhão de postos de trabalho – 327 mil na indústria; 389 mil na construção; e 396 mil vagas no comércio.

“Esses dados mostram que nem o governo federal nem o governo estadual estão adotando medidas eficazes de combate ao desemprego”, ressaltou.

Para o deputado, é dever do Poder Executivo buscar reverter essas taxas, reativando a economia, propiciando mais condições de empregabilidade. “Infelizmente, não é isso o que vem ocorrendo no Brasil e, muito menos, no Estado de Sergipe”, lamenta.

Valadares Filho também falou do fracasso da reforma trabalhista em criar postos de trabalho. Destacou que o argumento do governo federal para aprovação da reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, era o de que as excessivas amarras da CLT inibiam o emprego; e que as volumosas contribuições sociais e impostos faziam com que empresários não se arriscassem a empregar. As medidas defendidas iriam diminuir o desemprego.

Mas não é isso que vem ocorrendo, disse Valadares Filho, que votou contra a aprovação da reforma trabalhista. Desde então, o parlamentar já sabia que as medidas propostas na reforma não iriam propiciar a criação de novos postos de trabalho, mas tornar ainda mais precárias as relações de trabalho. “O que vem ocorrendo na prática é o aumento da informalidade. É a primeira vez na história que o número de trabalhadores sem carteira assinada superou o conjunto de empregados formais”, destacou.

Segundo o IBGE, em dezembro de 2017, o número de trabalhadores informais foi de 34,2 milhões, superando o contingente formal, que somava 33,3 milhões; ao mesmo tempo, o total de trabalhadores sem registro em carteira cresceu 5,7% no mesmo período; e a categoria dos trabalhadores por conta própria somava 23,2 milhões de pessoas ao fim de 2017, com um crescimento de 4,8% em relação ao fim de 2016.

Para reduzir o desemprego em Sergipe e trazer para formalidade trabalhadores que se encontram na informalidade é necessário que o atual governo adote medidas eficazes para fomentar a economia. “Só assim será possível criar novos postos de trabalho e reduzir o desemprego”, finaliza o deputado.

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