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Valadares Filho entende que países devem cumprir acordo para diminuição do aquecimento global

06.11.2017

​Para o deputado Valadares Filho (PSB-SE), chegou a hora de os países que fazem parte do Acordo de Paris se comprometerem com as políticas para conter o aumento da temperatura no planeta. Ele relembra que Acordo de Paris, firmado por 195 países, tem o propósito de limitar o aquecimento global  a menos de 2ºC e com esforços para não passar de 1,5ºC.

Valadares Filho participou hoje (06/11), representando a Câmara dos Deputados e como presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra), da abertura da COP 23 – Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, Alemanha, ao lado do embaixador do José Antônio Marcondes de Carvalho.

O deputado do PSB de Sergipe destaca que, até hoje, muitos dos países que assinaram o Acordo ainda não sabem como alcançar a meta estabelecida no Acordo de Paris; e tampouco estabeleceram a maneira pela qual um país fiscalizará os outros signatários.

“Sou a favor de que se criem mecanismos eficazes de fiscalização; e formas de conscientizar esses países sobre a necessidade de fazer cumprir o Acordo de Paris”, ressalta Valadares Filho que está representando a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra) na COP 23.

Na visão de Valadares Filho, a situação do aquecimento global fica a cada dia mais séria. “As variações climáticas estão cada vez mais bruscas; estão sendo registrados em todo mundo eventos de tempestades, furacões e altas temperaturas”.

Cumprir o Acordo de Paris é apenas o primeiro passo para controlar o aquecimento global.  Segundo a ONU, os compromissos firmados em  Paris representam apenas um terço das metas necessárias para combater as mudanças climáticas. “É preciso não só começar urgente a cumprir o Acordo de Paris, como também avançar em outras frentes para conter o aquecimento global”.

De acordo com especialistas, os níveis de CO2 bateram todos os recordes, em 2016, que são os mais altos há 800 mil anos. Estudos mostram que 250 empresas são responsáveis por um terço do dióxido de carbono emitido no mundo.  “Vejo que essa conferência da qual estou participando tem o papel de fazer com que os governos estabeleçam mecanismos de como as metas do Acordo de Paris serão cumpridas”.

Uma das principais assuntos da pauta da conferência é a conclusão do Livro de Regras. Esse livro traz o detalhamento de como chegar ao cumprimento dos compromissos firmados no Acordo de Paris. Especialistas no assunto concordam que um dos principais pontos a serem construídos é aquele que define a forma de fiscalização das metas.

Outro ponto importante na pauta da COP 23 é que, segundo o Acordo de Paris, os países desenvolvidos terão que, a partir de 2015, destinar 100 bilhões anuais para mitigar os efeitos danosos do clima.

Para o presidente da Cindra, a posição do Brasil na COP 23 não é das melhores. Em 2016, o país aumentou em 9% as emissões de gases causadores do efeito estufa, além de aumentar o desmatamento na Amazônia.

Valadares Filho defende o cumprimento do Acordo de Paris e ressalta que é hora de os países envolvidos encontrarem formas de cumprir o estabelecido inicialmente e ratificado na COP 21 em 2015. “Nosso propósito em participar dessa Conferência é obter subsídios para ampliar o debate no âmbito da Comissão de Integração Nacional, visando a nossa contribuição para que o Brasil possa cumprir sua parte no Acordo”.

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